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Críticos de Nova Iorque premeiam Raúl Ruiz e elegem «O Artista» como filme do ano

O realizador chileno Raúl Ruiz, que rodou «Mistérios de Lisboa», foi distinguido, a título póstumo, com um prémio do Círculo de Críticos de Nova Iorque, e o filme mudo «O Artista» foi eleito o melhor de 2011, pela mesma organização.

 

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Raúl Ruiz morreu a 19 de agosto aos 70 anos, deixando como último filme «Mistérios de Lisboa», uma adaptação do romance homónimo de Camilo Castelo Branco.

O Círculo de Críticos de Nova Iorque atribuiu-lhe postumamente o prémio especial de carreira, numa cerimónia que decorreu ontem à noite e onde o produtor português Paulo Branco recebeu a distinção em nome de Ruiz.

«O Artista» foi eleito o melhor filme de 2011 e Michel Hazanavicius foi premiado pela realização desta longa-metragem a preto e branco sobre uma estrela do cinema mudo que se depara com o advento dos filmes sonoros.

Brad Pitt foi duplamente premiado como melhor ator pelos papéis em «Árvore da Vida», de Terrence Malick, e «Moneyball», de Bennett Miller.

Meryl Streep foi eleita melhor atriz por ter interpretado a antiga primeira-ministra do Reino Unido, Margaret Tatcher, em «The Iron Lady», de Phyllida Lloyd.

Para aquela associação de críticos, a atriz norte-americana Jessica Chastain mereceu o prémio de melhor atriz secundária pela participação nos filmes «Árvore da Vida», «As Serviçais» e «Take Shelter». Albert Brooks foi o melhor ator secundário por «Drive».

«Cave of Forgotten Dreams», de Werner Herzog, recebeu o prémio de melhor documentário e «A Separation», de Asghar Farhadi, o melhor filme estrangeiro.

Com o final do ano a aproximar-se as associações de críticos, atores, realizadores e produtores dos Estados Unidos estão a escolher as melhores produções e interpretações de 2011, acabando por fazer alguma «pressão» até aos Óscares, em 2012.

SAPO com Lusa

SAPO Cinema - 10-01-2012

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